O grupo Metrô foi formado em 1979 por cinco amigos e alunos do Lycée Pasteur, da Vila Mariana, em São Paulo. A banda é formada por Virginie Boutaud (voz), Alec Haiat (guitarra), Yann Lao (teclados), Xavier Leblanc (baixo) e Dany Roland (bateria), todos franceses ou filhos de franceses radicados no Brasil. Gravou o primeiro disco, um álbum independente, como "A Gota Suspensa", e o trabalho despertou a atenção da Epic (Sony), empenhada em descobrir novos grupos musicais. A banda foi contratada e mudou o nome para Metrô, gravando em 1985 o disco "Olhar", obtendo enorme sucesso com músicas como "Beat Acelerado", "Sandalo de Dândi", "Johnny Love", "Ti Ti Ti" e "Tudo Pode Mudar". Com a música “Johnny Love”, Virginie e companhia fizeram uma participação no filme “Rock Estrela”, cantando ao lado de Léo Jaime.

Criticados por alguns por não falarem de “assuntos sérios” como abertura política e afins, os músicos do Metrô resolveram mudar o discurso, indo pelo mesmo caminho de Cazuza e Legião Urbana. Mas Virginie não concordou e acabou “demitida”. Assim, a cantora e também compositora partiu para carreira-solo, formando o grupo "Virginie & O Fruto Proibido", constituído por Albino Infantozzi (bateria e percussão), Don Beto (violões e guitarra) e Nilton Leonarde (baixo). Com ele, a cantora gravou o disco "Crime Perfeito", lançado em 1988 pela Epic e já disponibilizado aqui. O Metrô, por sua vez, substituiu a vocalista por um novo, Pedro D’Orey, e lançou um LP, sem nenhuma repercussão. Com o tempo, cada um seguiu seu caminho, e voltou em 2002 com este álbum que, lamentavelmente, não serviu para reuni-los definitivamente.

Texto de http://sintoniamusikal.blogspot.com.br/2012/10/metro-deja-vu-cd-independente-2002.html